Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Gestão por Processo

Saiba como, de acordo com dois consultores de empresas, o fator humano pode nfluenciar o fator técnico nos processos.
  
Num mundo cada vez mais competitivo, onde os mercados estão sem fronteiras, as organizações passaram a se preocupar não só com o fator técnico da qualidade, mas também com o potencial humano, criativo e inovador de seus colaboradores. E a cada dia estão conscientizando-se da importância do fator humano como “ferramenta” estratégica que agrega valor ao processo e transforma o ambiente de trabalho.
 
Sob o ponto de vista de aplicação da conceituação de processo, como uma ferramenta para a busca da melhoria da qualidade, pode-se dizer que processo é o conjunto de recursos. Sejam eles matérias primas, máquinas, recursos financeiros e humanos interdependentes, porém necessários, à produção de um resultado final e que cria maior valor para o cliente. 
 
A garantia do alto desempenho da qualidade só ocorrerá quando os gestores enxergarem a necessidade desta integração desde o inicio do processo, considerando todas as atividades, sejam elas primárias ou de apoio, como sendo de fundamental importância para a cadeia de valor da organização.
 
A forma de gerir empresas tem se transformado a cada dia. Da gestão centralizadora, vertical e baseada no organograma, nos tempos atuais, sobrevive aquela que está no caminho da flexibilidade, horizontalidade e da interação entre as áreas. “Silos” nunca mais! Hoje a realidade é outra. A gestão por processo é o melhor caminho para a organização proporcionar um valor maior aos seus clientes e conseqüentemente as partes interessadas.
 
Nota-se que ainda uma grande maioria das organizações não aprendeu a tirar do papel os seus mapas de relacionamento e de processos, e transformar o ambiente organizacional em algo verdadeiramente dinâmico e que proporciona resultados.
 
O poder ainda é uma questão muito forte nas organizações, o que impede o fator humano de criar soluções e alternativas para o sucesso organizacional e pessoal. Os colaboradores ainda estão como na época Taylorista, altamente mecanizados e robotizados, e não conhecem os processos da organização em que trabalham, o que dificulta o caminho para uma efetiva gestão por processo.
 
A base para uma gestão por processo é a integração do fator humano a tantos outros fatores técnicos identificados nas organizações, o que pode alavancar os processos. Somente com uma gestão baseada na capacidade humana é que as organizações poderão se tornar mais competitivas.
 
São ótimos os treinamentos focados em redesenho de processos, indicadores e estratégias. É fundamental ter uma infra-estrutura baseada num sistema de informação que sustente os processos. Mas não podemos esquecer que os processos foram projetados para interagir com outros processos, como por exemplo, clientes internos, externos e fornecedores; a nossa arquitetura de tecnologia de informação, tão importante nesse processo, se sustenta na comunicação.
 
Se observarmos as capacidades que podem transformar essa nossa realidade chegaremos à constatação de que o Fator Humano deve caminhar em conjunto com o Fator Técnico.
 
Recentemente, tivemos a oportunidade de desenvolver um projeto dentro de uma indústria e unimos forças para incentivar esta interação, com isso, obtivemos 100% de sucesso.
 
Os conceitos atualmente abordados hoje tanto nas universidades como nos ambientes de trabalho, tais como liderança, cultura, conhecimento e governança, são respectivamente, a base para o apoio, o trabalho em equipe e foco no cliente, metodologias de redesenho de processos e iniciativas de mudança.
 
Muito embora no Brasil ainda se fale pouco de gestão por processo, as empresas subsidiárias de multinacionais têm contribuído muito para que esse conceito seja trazido para as organizações brasileiras apresentando resultados positivos.
 
Acreditamos que esses fatores, quando interligados, poderão ser fortes viabilizadores de processos mais eficientes e eficazes e representarão oportunidades para as organizações que estão a caminho de redescobrir como um processo redesenhado pode atingir o alto desempenho.
 
Maria Paula Bartolozzi Astrauskas
RH Online - Outubro / 2007
 
publicado por anegab às 15:01

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

O mundo está envelhecendo

O mundo está envelhecendo. Em três décadas, haverá tantos idosos quanto jovens. Dessa questão tratam agora a ONU, demógrafos e economistas em pânico com as conseqüências para a Previdência Social. São problemas reais, mas do ponto de vista do indivíduo, a notícia do aumento da longevidade só pode ser alvissareira. Ninguém quer a morte, só saúde e sorte, sentenciou Gonzaguinha, e desde então, os brasileiros repetem em côro esse refrão. A geração dos que entram na terceira idade está começando, se tiver saúde e sorte, uma terceira vida.

A constatação é perturbadora para quem chegou lá, porque será pioneiro em inventar essa terceira vida e o fará sem parâmetros que lhe digam o que é certo ou errado, aceitável ou ridículo, sadio ou malsão. Janus com uma face voltada para a liberdade e a outra para a angústia e a incerteza. Uma situação que se assemelha, hoje, estranhamente, à adolescência.

"O que é chato no envelhecer é que eu sou jovem", protestava Colette. Pessoas que se sentem jovens e ainda não se reconhecem em um corpo que não lhes parece seu, lembram os adolescentes que, com um pé na infância, assistem perplexos à revolução hormonal.

Mas não é só o corpo que se torna morada incerta. Incerto é o momento em que a chamada vida ativa já se transformou para a maioria em tempo livre, em perda de identidade profissional e é preciso buscar um novo perfil, como o adolescente face a vida adulta se perguntando o que eu vou ser quando crescer. O que se vai ser quando envelhecer é uma questão nova em um tempo em que já ninguém responde simplesmente: velho.

A uma geração a quem se promete mais vinte ou trinta anos de vida, em boa saúde, física e mental, estão colocados uma fantástica oferta de liberdade e um convite à invenção. Sobretudo em tempos de mudança de era, quando proscreveram o quadro de valores nos quais essas pessoas foram criadas e um corpo de conhecimentos que se tornou anacrônico.

Essa geração foi atropelada pelas crises da família e do trabalho, pela globalização e pelas novas tecnologias. Já não é possível viver ignorando o que essas mudanças representam como revolução na convivência entre as pessoas, a transformação que operam no acesso à informação, exigindo dos mais velhos um diálogo com essa cultura.

Os jovens sempre olharam para os mais velhos como velhos. Só que, hoje, os chamados idosos não se comportam segundo a expectativa dos jovens. Mudou sua disposição de vestir os estereótipos com que se lhes ditava uma vida sem futuro. A presença maciça na sociedade de pessoas idosas com projetos, vivendo sua vida com energia e independência, dotadas de recursos e de tempo disponível, constitui um fenômeno imprevisto que está mudando as sociedades por dentro, e que, para além de saber quem vai pagar a conta da Previdência , questiona os costumes.

Obs:

Janus - um dos antigos deuses de Roma, representado com dois rostos, um voltado para a direita e outro para a esquerda.

Colette - escritora francesa.

 

Rosiska Darcy de Oliveira - O Globo.

 

 

 

publicado por anegab às 20:41

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