Que o amor não tenha outro desejo senão o de atingir sua plenitude;
Se, contudo, amar, é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecer a dor de sentir ternura demasiada;
De ficar ferido por vossa própria compreensão do amor;
De sangrar de boa vontade e com alegria;
De acordar na aurora com o coração alado e agradecer por um novo dia de amor;
De descansar ao meio dia e meditar sobre o êxtase do amor;
De voltar para casa a noite com gratidão;
E de adormecer com uma prece no coração para o bem amado...
E nos lábios uma canção de bem aventurança.
Kahlil Gibran